O II Seminário de Informação para Indústria e Negócios realizado na manhã dos dias 15 e 16 de outubro de 2007 no auditório do Campus Jardim Botânico da UFPR em Curitiba, coordenado pela professora Edmeire Pereira reuniu profissionais de vários projetos e serviços de informação voltados para as empresas sob o tema “Redes de Informação para Inovação Tecnológica na perspectiva da ecossocioeconomia”.
Profissionais da RETEC PR, SEBRAE PR e TECPAR apresentaram ferramentas e redes de informação que suas organizações disponibilizam para o público de micro e pequenas empresas principalmente.
No primeiro dia foram 3 palestras, a primeira tratou da inovação tecnológica: o que é inovar? Diferença entre inovar e inventar e estratégias de informação. O palestrante, professor Dálcio Roberto dos Reis, PhD, conceituou a tecnologia como sendo um triângulo no qual se unem conhecimentos, meios e know-how. Assim sendo, a inovação tecnológica acontece quando um dos elementos sofre alteração. Se a mudança causar impacto econômico, puder ser usada comercialmente, então houve uma inovação, caso contrário, houve apenas uma invenção.
Para inovar em uma organização, é preciso que se defina uma estratégia. As estratégias de inovação citadas pelo palestrante foram as seguintes:
Estratégia Ofensiva: oferece altos riscos pois demanda muito investimento e não se sabe como será a aceitação por parte do mercado.
Estratégia Defensiva: as empresas que adotam esta estratégia faturam menos, porém tem riscos muito menores. Consiste em aguardar a concorrência criar um produto ou serviço para observar a reação do mercado, para então “copiar” tal produto ou serviço.
Estratégia Dependente: algumas empresas fazem seu produto dentro de especificações definidas por um cliente, assim, a inovação só acontece se os clientes a fizerem.
Estratégia Tradicional: determinados produtos ou serviços não podem sofrer alterações, geralmente por causa de um mercado conservador. Sendo assim, criam-se variantes do produto original.
Estratégia Oportunista: quando a empresa inova a partir de um nicho de mercado não ocupado, chama-se sua estratégia de oportunista.
Ana Cristina Francisco e Reinaldo Tockus apresentaram, respectivamente, o SBRT (Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas) e o serviço de respostas da RETEC PR (Rede de Tecnologia do Paraná). Ambos os serviços são redes de informação pautados por uma visão altamente sistêmica. São redes pois contam com diversos profissionais e parcerias com outras instituições para cobrir todo o Brasil e responder satisfatóriamente todas as demandas. E altamente sistêmicos por apresentarem uma forma de trabalho detalhada abaixo:


Figura 01 – Basicamente como funcionam as Redes de Informação RETEC e SBRT (no Paraná: TECPAR)
O serviço da RETEC PR está disponível no endereço www.pr.retec.org.br. E o do SBRT é www.respostatecnica.org.br.
No segundo dia de palestras, Ricardo de Almeida Pereira do SEBRAE PR, apresentou uma visão geral do SIGEOR (Sistema de Gestão de Projetos Orientado para Resultados), implantado há pouco no SEBRAE. Este sistema aborda cada etapa separadmente: planejamento, orçamento e gestão. Em uma visão holística dos projetos, entram indicadores como faturamento e número de ocupações das empresas envolvidas.
Há uma ferramenta com acesso público, no SIGEOR, que permite às empresas acessarem alguns dados de projetos de outras regiões ou arranjos produtivos.
Paulo César de Camargo apresentou a RIPA (Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para Agronegócio). Esta rede de informação tem como objetivo agregar conhecimento com base na Inteligência Coletiva para assim, gerar inovações. Na rede, o setor produtivo e o ambiente de geração de conhecimentos entram em contato, Camargo também demonstrou que esta interação sofre influências do ambiente através de aspectos políticos, sociais e ambientais, conclui-se, portanto, que esta rede de informação é fundamentada na abordagem sistêmica.
Na última exposição, o profissional da TECPAR apresentou outra rede de informação. Esta com o objetivo de agregar informação para ajudar na tomada de decisão dentro das empresas.


Figura 2 – Informações e Dados influem nas Organizações
Grande parte das informações consiste em indicadores socioeconômicos e clippings de notícias sobre o ramo de negócios desejado.
CONCLUSÃO
O seminário abordou a questão proposta com as palestras apresentadas. Lamenta-se a presença de pouquíssimos empresários, os quais poderiam conhecer redes de informação que podem ajudar em seus negócios.
As redes apresentadas são exemplos de como a informação pode ajudar a alavancar ainda mais o cenário econômico brasileiro de micro e pequenas empresas.